VMware não teme Windows Server

Para executivos da companhia, clientes buscam algo mais evoluído quando se fala em virtualização, como as diversas camadas de automação

A briga no mercado de virtualização é crescente e o filão atrai cada vez mais interessados, sobretudo, em um momento em que o modelo de computação em nuvem passa a ganhar força, inclusive, entre as grandes corporações. Num segmento onde VMware e Citrix sempre despontaram como nomes fortes, a Microsoft tenta ampliar sua presença e, agora, essa força deve vir com o nova versão do Windows Server, a ser anunciado oficialmente pela fabricante nos próximos dias. O produto virá com funções de virtualização embarcadas que, teoricamente, facilitarão a vida dos clientes. Essa abordagem, entretanto, parece não assustar os players tradicionais, que apostam em sua especialização para seguir ao lado dos gestores de TI.

Em tom provocativo, Paul Maritz, atual CEO da VMware e futuro chefe de estratégia da EMC, falou a jornalistas de diversos países, presentes no VMworld, principal evento da companhia para clientes e parceiros, que aconteceu em São Francisco, que a estratégia da Microsoft em querer atacar o mercado de virtualização não é algo novo. “Nos últimos sete anos, eles falam que o produto é bom o bastante, apesar de não liderarem. Virtualização não é simples como hypervisor. Você até consegue coisas gratuitamente. Mas a questão são os níveis de automação”, disparou o executivo.

Durante a conferência, foi bastante comum ouvir que, cada vez menos, as empresas consumidoras de TI investirão em abordagens mais simplistas de virtualização, ou seja, em vez de virtualizarem um servidor, uma aplicação ou um desktop, os projetos terão escopo mais amplo. “A tendência é estender os benefício da virtualização para todo o data center, e a Microsoft tem isso no servidor. O jogo mudou e a abordagem, agora, é o DC como um todo”, avaliou.

Embora muitos especialistas realmente entendam que o escopo do trabalho de virtualização tende a ser mais amplo – e completo -, até para facilitar o processo das empresas em melhorar desempenho da infraestrutura e mobilizar a força de trabalho com mais agilidade, há de se considerar que, soluções como a da Microsoft, embora mais simples, como avalia a concorrência, pode ter um bom desempenho em companhias de menor porte e que não possuem orçamento e maturidade tão avançada para uma abordagem tão ampla como a apontada pela tendência atual.

Mesmo sob esse ponto de vista, a VMware não enxerga uma ameaça. André Andrioli, gerente de engenharia de sistemas da fabricante no Brasil, até existem versões gratuitas de produtos de virtualização e que, de alguma forma, podem satisfazer as empresas de menor porte, mas o foco de análise precisa ser outro. “A Microsoft tentou fazer uma estratégia de marketing com um produto que vão lançar com algo que já existe e isso não funciona, tem que comparar com as coisas novas, para entender as capacidades. Os clientes fazem comparações com versões gratuitas e há pequenos que a versão free é suficiente. Além disso, segurança e eficiência são mais fortes em VMware que em Microsoft, pela falta de experiência com grandes ambientes.”

 

fonte: VMware não teme Windows Server