Virtualização de desktop e celulares entra no radar da VMware

Fabricante vislumbra um mercado potencial de cerca de 4 bilhões de telefones móveis e mais de 15 bilhões de computadores pessais no mundo

VMWare Mobile

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A possibilidade de desassociar softwares de hardwares ainda está longe de seu limite. Os movimentos de virtualização, dessa maneira, se aprofundam nas esferas tecnológicas partindo para novos dispositivos. De olho em um mercado composto por bilhões de aparelhos, a VMware quer ganhar espaço com a oferta de virtualização de desktops e de aparelhos celulares.

“Viveremos um tremendo momento neste espaço”, afirma Steve Herrod, CTO da fabricante, apontando para a existência de cerca de 4 bilhões de telefones móveis e mais de 15 bilhões de computadores pessoais no mundo. Um universo de máquinas capaz de rodar sistemas virtuais.

Há, ainda, uma mudança comportamental em curso que pode ser percebida com mais intensidade no mercado norte-americano e que aos poucos também chega no Brasil. Verifica-se, nos Estados Unidos, um movimento cada vez mais comum, no qual os funcionários levam suas máquinas pessoais para serem utilizadas no trabalho. Isso pode gerar, entre outras complicações, problemas como a utilização de uma cópia ilegal de um software no computador corporativo, por exemplo.

Desktops virtuais são vistos pelos fornecedores, e também por gestores de tecnologia, como uma forma de resolver questões desse tipo. Recentemente, em conversa informal com um profissional da Citrix Brasil, tal argumento fora utilizado.

Agora, a justificativa volta a pauta para embasar a estratégia da VMware, que pretende acelerar mercado para seu produto PCoIP (nome proveniente da sigla PC over IP), empacotado para tal finalidade. Numa abordagem mais prática, durante apresentações no VMworld 2009 muitos palestrantes se valeram da ferramenta para acessarem apresentações e documentos em desktops virtuais.

Já as ações para virtualização de dispositivos móveis retornou a pauta na quarta-feira (02/09), ainda que ontem o CEO da fabricante, Paul Maritz, afirmou que os movimentos nessa seara ainda encontram-se em estágios iniciais. Herrod, por sua vez, é mais otimista.

“O telefone virou um thin client”, comenta o CTO, citando uma imensa lista de funcionalidades computacionais agregadas aos dispositivos móveis. “Se colocarmos todos esses aplicativos juntos, teremos um computador pessoal”, reforça. A intenção da companhia nesse ambiente divide-se em duas vertentes principais: uma propondo liberdade baseada no dispositivo outra com foco nas aplicações.

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