Venda de dados roubados pelos cybercriminosos e lojas virtuais temporárias preocupam

Novas modalidades de ataques contra os usuários de PC são criadas todos os dias

Nos últimos 10 anos a atuação dos criadores de vírus mudou bastante e hoje o foco é o roubo de informações bancárias e de cartões de crédito dos usuários de computador a partir da contaminação através de todas as ameaças de vírus, worms, trojans, rootkits, phishings, adware, spyware, bootnets, entre outros códigos maliciosos.

Estima-se que o lucro dos criminosos é maior que aqueles obtidos com assaltos e roubos tradicionais. Na modalidade online não há riscos de confronto com as vítimas ou a política. E é esta uma grande vantagem das novas modalidades.

Agora, um novo tipo de crime está se espalhando a partir do mundo virtual: a venda de vírus para quem deseja obter dinheiro fácil sem precisar pegar em armas de fogo, mas não sabe como desenvolver um código malicioso. Tem se percebido que vários sites têm comercializado todo tipo de praga virtual a preços módicos (1 ou 2 dólares, por exemplo).

Os métodos de vendas também variam muito e podem ser através de web site (como modelo de comércio eletrônico), salas de bate-papo, até o envio de CDs pelos serviços postais com o pagamento na retirada, por exemplo. Há também casos de venda de máquinas de clonagem de cartões.

“Este é um cenário altamente preocupante e fazemos um alerta: os usuários devem ter cuidado ao acessar páginas com conteúdo altamente atraente, tais como jogos, sexo, software supostamente gratuitos e até mesmo cópias de softwares famosos, oferecido a preços que podem chegar a quase 90% menos que o praticado regularmente pelos fabricantes. Algumas lojas de produtos eletrônicos também podem ser falsas. O usuário deve desconfiar sempre quando os preços praticados estão muito abaixo da média. Mesmo que a loja aceite cartão de crédito, que dá uma impressão de legalidade, é possível que o dono dela tenha obtido a autorização de funcionamento a partir de documentos falso”, adverte o executivo.

Esta nova indústria funciona como outra qualquer. As táticas podem ser diferentes, porque não podem fazer anúncio na televisão, mas usam – e muito bem – os recursos que a Internet oferece. “A concorrência também está presente neste mundo do crime e promoções também são vistas regularmente. A lei da oferta e da procura também está presente: quem quer entrar no mundo do crime virtual pode preferir pagar mais por um código mais eficiente que outro, oferecido em sites menos atrativo para eles. Há casos de test-drive, tipo, o candidato a cyber criminoso pode experimentar uma praga por um período, mesmo que seja apenas para que ele possa ver as funcionalidades do código.

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