Tráfego de rede mundial crescerá 4 vezes e chegará a 1,3 zetabyte em 2016

Movimento traz necessidade de convergência entre redes fixas e móveis, diz Cisco

 

A equação não é fácil de resolver. O mundo caminha para trafegar mensalmente 1,3 zettabyte de dados através de suas redes fixas e móveis em 2016, segundo pesquisa mundial Visual Network Index, divulgada pela Cisco nesta quarta-feira (30/05), em Brasília. Isso representa quatro vezes mais do que o visto em 2011, que está em 369 exabytes. O movimento será impulsionado, especialmente, pela banda larga e a explosão dos dispositivos móveis, que chegará a 19 bilhões de unidades ao redor do mundo no mesmo período. Mas esse crescimento só será possível, conforme participantes do debate,  caso haja investimentos em infraestrutura. A rede, especialmente em seu conceito de divisão entre fixo e móvel, precisa mudar. E rápido.

“Sabemos que, cada vez mais, essas redes se misturam. Não existe uma rede móvel que, sozinha, consiga sustentar e segurar o que vem pela frente, e também não existe uma fixa que consiga fazer o mesmo”, ponderou Rodrigo Dienstmann, diretor de Operadoras da Cisco Brasil. Segundo o executivo, o grande tráfego de dados vem dos data centers que carregamos nas mãos. “A capacidade de nossos smartphones é equivalente a data centers de pequenas empresas de meados da década de 90”, comparou.

A evolução brasileira no tráfego de dados será o dobro da média mundial: oito vezes, atingindo 3,5 exabytes mensais em 2016. “Esses pequenos data centers estão móveis, então não existe mais a possibilidade de uma rede móvel capturar e entregar toda a cadeia de valor demandada. E nem uma rede fixa consegue atender a esse modelo. É uma combinação dessas duas”, continuou Dienstmann.

“Chegaremos à era do zettabyte com os seguintes motivadores globais: teremos 19 bilhões de dispositivos móveis em 2016, em uma população estimada em 7,5 bilhões de habitantes. Isso representa 2,5 dispositivos por pessoa no planeta”, explicou Giuseppe Marrara, diretor de relações governamentais da Cisco no Brasil, adicionando que a banda larga será quatro vezes mais rápida e serão 3,4 bilhões de usuários de internet, o que representará 45% da população global. “E o conteúdo se torna muito mais rico. A mudança de perfil do usuário muda a aplicação que ele usa mais, o vídeo cresce muito”, adicionou.

“Hoje construir infra é uma via crucis no Brasil. É uma barreira que precisa ser administrada”, ponderou Carlos Alberto Nunes, vice-presidente da GVT. “Não vamos conseguir chegar a esse número sem o crescimento da capacidade, tem de haver melhor ordenação da topologia e dos modelos de rede”, adicionou. Na avaliação do executivo, a convergência de redes fixas e móvel é uma tendência sem volta, mas até mesmo o modelo de precificação deve ser repensado para que “a conta feche”, quando avaliados investimentos necessários e receita esperada.

 

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