Storage: software e serviços em alta

As perspectivas para o mercado de storage em geral para os próximos anos são positivas e devem retomar a tendência de índices significativos de crescimento verificados a partir dos primeiros anos do novo milênio e que sofreram alguns reflexos negativos com a crise econômica que se instalou em todo o mundo a partir do último trimestre de 2008, assim como diversas outras atividades e segmentos. A tendência é focar em serviços e software, uma vez que o hardware há algum tempo já virou commodite. As empresas dessa indústria também focam em virtualização e no fatídico cloud computing para alavancar novos negócios.

A NetApp, por exemplo, vê boas perspectivas na América Latina, região em que o Brasil responde entre 45% e 55% no segmento de software e serviço, seguido pelo México (25%), em percentuais totais de mercado. Entretanto, a empresa enxerga oportunidades no Chile, Peru, Colômbia, Centro América, Porto Rico e Trindade Tobago e Bermudas. “O Brasil tem mais mainframe per capta comparado com qualquer outro país por causa da reserva do mercado. Por isso, governo e finanças são os principais setores para nós”, avalia  Matt Gharegozlou, gerente geral para América Latina e Caribe da NetApp.

Marcos Café, gerente geral da NetApp para o Brasil, em 2010 a companhia atuará, além de finanças e governo, em telecomunicações. “Algumas esferas de governo podem fazer aquisição, como prefeituras e algumas do judiciário não tem quem congelar invstimento por conta de aquisição”.

Quem também está otimista com o mercado brasileiro é a EMC. Carlos Cunha, presidente da companhia no País, aposta que neste ano, dos três pilares (software, hardware e serviços), os aplicativos serão mais representativos, embora acredite que será um ano promissor para a indústria como um todo.

Software em alta
O mercado de softwares de armazenamento apresentou recuperação no terceiro trimestre de 2009, mesmo que traduzidos em números ainda pouco expressivos.
Segundo dados divulgados pela IDC, o setor obteve uma receita de US$ 2,87 bilhões, com um crescimento de 1,2%. De acordo com a consultoria, o número de unidades de sistemas de storage vendidas crescerá a uma taxa média composta de 53% até 2012, ano em que os investimentos nesse tipo de tecnologia ultrapassarão os US$ 34 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que a EMC continua na liderança desse mercado com 23,4% de participação, seguida pela Symantec, com 17,8% e IBM, com 12,2%. Em quarto e quinto lugar respectivamente ficaram a NetApp, com 7,6% e a CA, com 3,9%.

Mesmo com os abalos causados pela crise, o mercado de storage manteve níveis equilibrados, já que essas soluções estão cada vez mais ligadas à redução de custos, demanda ainda mais premente em ambientes instáveis do ponto de vista econômico. Dados fornecidos pela IDC reforçam a ideia de que há boas projeções para os fornecedores de soluções de storage. Para a consultoria, o surgimento de um grande número de negócios com foco em conteúdo será o principal acelerador desse mercado nos próximos anos.

Para o presidente da EMC, Carlos Cunha, a redução no mercado de software foi porque muitas aplicações vendidas pela companhia não eram aproveitadas em sua totalidade. “Vejo essa retração com bons olhos porque a crise no início de 2009 forçou as empresas a buscar a otimização dos processos. Antes disso, se trabalhava muito na operação do dia-a-dia. Por isso, a virtualização ganhou muita força, com menos aquisição de software e melhor uso do que havia sido adquirido anteriormente, abrindo oportunidades para serviços”, analisa Cunha.