Sílvio Meira: inovação é insumo para sobrevivência dos negócios

Cientista-chefe do César alerta ainda que, sem usar TI para melhorar custo e inovar, empresas não conseguem ampliar margem

A palavra inovar soa como mantra no cotidiano das empresas e a cobrança por isso é cada vez maior. Mas é preciso cuidado adicional neste processo de transformação e evolução. Como citou Sílvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), apenas uma em cada dez empresas é boa. “Um cenário que dispensa qualquer crise. Se as empresas não são boas como os acionistas esperam, a palavra é inovar.”

Durante palestre proferida em São Paulo, na terça-feira (11/08), o especialista, conhecido por seus trabalhos nos entornos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde é professor titular, falou sobre a importância das redes IP e usou como exemplo os cinco motores para inovação adotados pelo eBay, companhia puramente online.

A empresa norte-americana baseia seu processo inovativo nos seguintes pontos: atitude; estar no DNA; problema zero; apostar nas pessoas que nasceram para mudar o mundo; e estrutura de inovação leve, nem mais, nem menos. O que chama atenção e também é ressaltado pelo professor é o fato de nenhum dos tópicos fazer qualquer menção à tecnologia em si.

O ponto de apostar nas pessoas vem ensinar para executivos a importância de dar atenção aos talentos, ou como interpretou o professor, “apostar no lado estagiário de todo mundo.” Além disso o fato de pedir uma estrutura leve, aponta para a necessidade de se ter controle total sobre a situação, mas que não haja caos. “Virtualização de processos deve ser fundamental. Gerir de forma distribuída também.”

Em suas idas e vindas, citações de estudiosos e situações cotidianas, Meira recorre a Charles Darwin para afirmar que somente os adaptáveis sobrevivem, sobretudo neste mundo de “expansão exponencial” que é o da TI. E como as cobranças não cessam, estar atento às movimentações e se adequar aos ambientes se torna crucial até mesmo para se manter vivo na profissão.

Diante disso, o especialista lembra que as redes devem ser encaradas como plataforma de inovação, e a tecnologia como meio de competir e não como o fim. “O mundo civilizado constroi rede o tempo todo. A inovação é insumo para sobrevivência dos negócios”, ensina.

Para Meira, esse futuro será baseado em software. As empresas que não inovarem por meio da TI para melhorar estrutura de custo, não terão margem maior. Sobre as redes IP, que tendem a ganhar mais espaço no mundo corporativo, o professor da IFPE lembrou que esta tecnologia causa a “estruturação do custo em um ponto, já que é possível chegar a qualquer lugar pelo mesmo preço”, explicou, fazendo alusão às teleconferências. “É uma rede que impacta o modelo de negócio.”

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