Safari: pacote básico

Uma das coisas boas é o “Top Sites”, que traz miniaturas dos sites visitados com efeitos 3D

O Safari, da Apple, é excêntrico como ele só – um programa Mac portado para o Windows mesmo na ausência de alguma demanda por ele. Mas aqui e ali, dentro de sua inferface de aço escovado, existem funções e características que outros navegadores devem copiar em breve. O pacote em si não impressiona, especialmente porque a maioria de suas funções estão disponíveis em outras formas, em outros lugares.

Primeiro as coisas boas. O “Top Sites” do Safari é bem parecido com a página de miniaturas de sites recentemente visitados que o Chrome apresenta, mas o Safari usa efeitos 3D, parecidos com os efeitos usados para animar o processo de busca no histórico de navegação – o que é muito útil se você for como eu que geralmente se lembra da aparência de uma página mas não do endereço ou do nome!

Eu gostei das ferramentas de inspeção de página e depuração de JavaScript, embora, mais uma vez, a grande maioria dessas ferramentas estejam disponíveis no Chrome que também usa os componentes de Webkit. Gostei também do Snippet Editor, que te dá uma janela de panorama duplo para compor código HTML que depois será colado em um outro documento.

O que menos impressiona é o resto do pacote. Entre as características mais simples – especialmente se comparadas com o Firefox e o Chrome – está o gerenciador de favoritos, que tem uma função útil de busca universal, mas faz mais que o básico. Você não pode nem clicar com o botão direito em um dos favoritos para alterar propriedades (mas dá pra fazer isso nas pastas da lista de favoritos).

Migrar os favoritos do Firefox também foi um pouco estranho: a função “Importar favoritos” não existe no gerenciador de favoritos, fica no menu “Arquivo”. O Safari também destruiu alguns dos nomes durante a migração, não sei porque razão. As funções de integração Bonjour e MobileMe são boas, mas só pra quem usa essas coisas.

A performance dos aplicativos também deixa a desejar de vez em quando. Uma experiência rápida: tente abrir a página de funções do Safari ao mesmo tempo no Safari e no Firefox. O Firefox roda com muito mais leveza pelo documento; o Safari trava e pula. (O IE, o Chrome e o Firefox foram os que se sairam melhor nesse teste.)

E, por fim, diferentemente do IE e do Firefox, o Safari ainda não tem add-ons de desenvolvedores tercerizados para enriquecer o produto, o que é um grande erro, já que isso está se tornando a principal maneira de melhorar os produtos e sua experiência pelo usuário.

Conclusão

O Firefox ganhou um lugar de destaque no mercado de navegadores por um simples motivo: é muito bom. Quase tudo que ele faz é bem feito; e o que ele não faz bem feito de imediato, pode ser facilmente alterado de maneira não destrutiva (ex.: Add-ons). É difícil errar com ele. Mas seria um grande erro ignorar completamente alguns de seus competidores, como o Chrome (pelo ponto de vista do código aberto) e o Opera (pelo ponto de vista proprietário). O Chome oferece dicas valiosas de como a perspectiva externa pode ajudar a melhorar; os engenheiros do Firefox estão preparando agora um novo modelo de processo que imita o do Chrome.

O IE e o Safari, por um lado, parecem ser governados por um desenvolvimento mais reativo do que pro ativo. Mas nem a Microsoft e nem a Apple podem ser completamente excluídas. A Microsoft lançou, recentemente, o Bing Search – que faz bom uso da moderna tecnologia de navegação – assim como o novo modelo de navegador isolado, que recebeu o codinome “Gazelle”, sob projeto de experimentação.

Se a Microsoft levar em consideração todas as lições aprendidas com a nova geração de navegadores e colocá-las em prática, os resultados podem deixar não apenas o IE, mas muitos dos competidores, no chinelo.

fonte: Safari: pacote básico