ROI da virtualização: Como uma PME pode economizar US$ 814 mil dólares

CIO da faculdade Baldwin-Wallace encontra benefícios que vão além do dinheiro, os conselhos são para os líderes de TI, em especial, de empresas de pequeno e médio portes

A infraesrutura de TI da faculdade Baldin-Wallace suporta mais de 600 empregados em tempo integral, sem mencionar os 4300 estudantes e é quase inteiramente virtualizada. Mas esse é o efeito bola de neve de uma série de pequenos sucessos, de uma implantação feita aos poucos.

Na verdade, o CIO Greg Flanik disse que a transformação começou há dois anos com um exercício na lousa de um projeto restrito de virtualização de servidor, pensado, em partes, por causa do crescimento de dados da escola – e, por causa dos sistemas ineficientes de armazenamento. Alguns dos 65 sistemas da faculdade (na época) foram sobrecarregados, enquanto outros recursos foram sub-utilizados. Um desafio fundamental para Flanik e sua equipe foi suportar muitos sistemas diferentes, aplicações e grupo de usuários inerentes a um ambiente universitário.

“Ser CIO de uma faculdade é como gerenciar uma pequena cidade”, comparou Flanik. “Nós temos serviço de alimentação, livraria, segurança do campus, sistema financeiro e outras instalações – e todo este material está rodando na rede e utilizando os servidores virtuais de alguma maneira para fazer o trabalho. “Os dados são explosivos.” E esta é apenas uma pequena lista de exemplos.

A implantação do servidor virtual, usando VMware como espinha dorsal, foi rapidamente um sucesso. Usando NetApp, o projeto liberou alguns dos 3,5 TB de espaço de armazenamento, por meio da consolidação e deduplicação. As lâmpadas começaram a se apagar para Flanik e para sua equipe de vinte e nove pessoas.

“Nós dissemos que a virtualização está começando a trabalhar para nós”, disse Flanik. Isso significa que as aplicações das escolas como e-mail, sistema de gerenciamento, base de dados, servidores web estão sendo migradas para ambiente virtual.

Com três pessoas dedicadas ao projeto em tempo integral dando suporte ao VMware e NetApp, o processo inicial foi feito em apenas um mês. “Foi tão fácil, uma pessoa da equipe de sistemas disse que deveríamos migrar um sistema por vez, programando o tempo de inatividade e movendo-a adiante”, relembrou Flanik. E foi exatamente o que foi feito ao longo de todos esses meses.

Com o rápido avanço, a Baldiwin-Wallace é 92% virtualizada e Flanik estima que a virtualização e os esforços relacionados vão economizar U$ 814 mil dólares em três anos. Valores estes resultantes do consumo de energia elétrica, corte de custos com refrigeração e armazenamento mais eficiente e outras áreas. Eles encolheram o espaço físico necessário para o centro de dados em 40% e a disponibilidade de aplicativos está sendo executada em 99,95%. Mas de acordo com Flanik o retorno do investimento vai além do dinheiro.

Por um lado, Flanik disse que a mudança permitiu implantar um sistema mais avançado de disaster recovery – ele agora acredita que a aplicação crítica da Baldin-Wallace continuará disponível em todos os casos de desastres. A transição também deu um grande impulso para a área de TI, graças à habilidade de fazer manutenção e upgrade durante horário comercial.

“A moral do pessoal definitivamente melhorou porque eu não tenho que ter equipes trabalhando até tarde da noite na manutenção do Windows, como era quando trabalhávamos no ambiente físico”, disse Flanik

Apesar de uma história de sucesso global, avalia o executivo, o caminho para a virtualização não acontece sem uns solavancos. Portanto, segue aqui aqui algumas lições fundamentais que o CIO aprendeu ao longo do caminho e que pode ajudar colegas, líderes de TI, nas PMEs.

Não é porque pode virtualizar que significa que deve:

“Tenha certeza que o aplicativo escolhido é suportado para a virtualização”, disse Flanik, acrescentando que Baldwin-Wallace “reforçou a questão” com as aplicações e transações do campus, mesmo depois que o fornecedor disse que não poderia suportar o ambiente VMware. A faculdade foi adiante de qualquer maneira, e, enquanto as coisas correram bem para o primeiro ano, houve um tropeço há seis semanas que causou algumas dores de cabeça. Em última instância, o provedor tentou ajudar a resolver o problema – Flanik suspeita que o fornecedor começou a receber mais pedidos de virtualização de empresas maiores, como serviços de alimentação, entretenimento, e varejo. No entanto, se você optar por ir sozinho em um ambiente sem suporte vai conhecer os riscos à frente.

Saber o que deseja virtualizar e o motivo:
A velocidade com que Baldwin-Wallace passou de ambiente físico para virtual causou esporadicamente alinhamento de disco, performance e outros problemas, lembrou Flanik. Um plano claro e pensativo – mesmo que isso exija abrandar um pouco no início – pode evitar problemas ao longo do caminho. Em última análise, esse conselho se resume a simplesmente não seguir uma tendência, mas ter boas razões de negócios para fazer a mudança.

Converse com seu CFO:
(Virtualização) muda um pouco o balanço dentro da organização de TI, disse Flanik. “Vale a pena ter uma conversa com o diretor financeiro”. Se o financiamento dos servidores físicos estava se depreciando a cada ano e TI de repente parou de fazer a manutenção do hardware, há um impacto obvio. O conceito de virtualização pode exigir alguma explicação.

 

fonte: ROI da virtualização: Como uma PME pode economizar US$ 814 mil dólares