Perdas e ganhos

O último mês de 2011, começa com uma bomba no mercado da distribuição: depois de encolher suas operações em julho, em função de complicações com questões tributárias inviabilizando manter os trabalhos no mesmo ritmo de antes, a Tech Data resolve encerrar seus negócios no Brasil, onde chegou em 1997.

Em comunicado, Luis Oliveira, vice-presidente e gerente-geral da empresa na América Latina, explica que devido às mudanças nas políticas fiscais do Brasil, a distribuidora descontinuaria as vendas de hardware para fora do estado de São Paulo, mas que as vendas para outras regiões do País seriam atendidas por Miami – a comercialização de software não sofreriam impacto. “O fechamento se dá pelo ambiente complexo em impostos, leis e questões regulamentárias brasileiras, que torna difícil para a companhia gerar retorno suficiente sobre o capital investido”, disse, depois de um comunicado assinado pelo CEO da companhia, Robert M. Dutkowsky. Como resultado, a companhia espera perdas operacionais e outras cobranças no quarto trimestre fiscal de 2012 de 22 milhões a 25 milhões de dólares.

Isso logo antes de serem divulgados os resultados de um estudo encomendado pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti) à IT Data, para mapear o desenvolvimento do setor. As projeções indicam que o crescimento do mercado brasileiro de distribuição chega a 7,6% frente a 2010, com faturamento acumulado ao longo do ano de 12,7 bilhões de reais. O levantamento foi feito junto a 86 empresas – representantes de mais de 95% do segmento, que gera 9,9 mil empregos no País. Do faturamento total, 84% provém de venda de hardware, 10% de software e 1% de serviços. Componentes representam 18%, PCs e servidores, 15% e produtos de redes, 12%. O alto valor dos impostos é um dos destaques: com emissão de, em média, 340 mil notas fiscais a cada mês, o recolhimento apurado em 2011 supera 1 bilhão de reais.

O levantamento retratou também o universo de revendas atuantes no país, que passou de 29,5 mil em 2010 para 31 mil este ano, 60% delas com faturamento inferior a 500 mil reais ao ano. Uma em cada cinco conta apenas com o dono e 83% possuem até dez profissionais. Somados, os canais geram 158 mil empregos.

Entre as boas notícias, o LinkedIn, rede social para contatos profissionais, abre sua primeira unidade na América Latina com um escritório no Brasil, onde contava com 1 milhão de usuários em abril de 2010 – naquele mês, foi lançada a versão em português do serviço, que fez o número ser multiplicado por seis.

No ano de destaque para as redes sociais, a Bematech segue a onda e lança sua rede social corporativa, a Conecta, para ser comercializada na modalidade SaaS e que funciona como canal entre colaboradores, empresa/cliente, empresa/parceiros e até clientes/clientes. E o Brasil marca presença até na pequena Lugano, cidadezinha suíça do cantão italiano de Tessino com 30 mil habitantes, que adota a ferramenta EQM Suite, da SoftExpert, para aprimorar seus processos de auditoria interna.

A Dell, por sua vez, avisa que pretende investir mais no desenvolvimento de negócios com o canal e trará para o País três novas certificações para atuação por vertical de mercado: governo, saúde e educação, enquanto a Oracle anuncia sua intenção de triplicar o número de canais que possui na América Latina e no Brasil (atualmente, 1,8 mil no total).

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