Pequenas e médias empresas não estão preparadas para desastres

Essa falta de preparação tem impacto financeiro negativo

Apesar de estarem em risco, as pequenas e médias empresas (PMEs) “continuam a não considerar a preparação contra desastres uma prioridade, até realmente terem a experiência de um desastre ou de fugas de informações”, revela a Symantec em comunicado, a partir dos dados do seu estudo anual “SMB Disaster Preparedness Survey“, realizado entre Outubro e Novembro de 2010, pela Applied Research, com profissionais de TI responsáveis por redes informáticas e recursos tecnológicos em pequenas e médias empresas. E que incluiu mais de 1840 respondentes de 23 países na América do Norte, América Latina, região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) e região Ásia-Pacífico.

O estudo revela “que os custos desta falta de preparação são elevados, e colocam as PMEs em risco de serem forçadas a fecharem as portas”, até porque a interrupção do serviço custa “milhares de dólares, como também leva os clientes a procurarem alternativas”.

“As PMEs ainda não reconheceram o tremendo impacto que um desastre pode ter no seu negócio”, afirma Bernard Laroche, Senior Director de SMB Product Marketing da Symantec. “Os desastres acontecem e as PMEs não podem correr o risco de perderem a sua informação, ou, mais importante, a informação crítica dos seus clientes. Um simples planeamento pode permitir às PME protegerem os seus dados em caso de desastre, o que por seu lado pode ajudá-las a reforçar a relação de confiança com os seus clientes”.

Segundo os dados do estudo, “metade das empresas pesquisadas não tem um plano implementado, 41% disseram nunca ter pensado na criação de um plano, e 40 afirmaram não considerarem prioritária a preparação contra desastres”. Isto quando 60% dos respondentes “tem o seu negócio em regiões susceptíveis a desastres naturais”.

Menos de metade faz backups dos seus dados semanalmente, ou com maior frequência, e apenas 23% o faz diariamente.

No último ano, “as PMEs sofreram seis interrupções de serviço em TI, com os ciberataques, as falhas de energia e os desastres naturais apontadas como as principais causas para estas interrupções”. Só depois de sofrerem interrupção de serviço ou perda de dados é que metade das PMEs implementou planos de preparação contra desastres.

Falta de preparo gera impactos nos negócios

As catástrofes podem ter um impacto financeiro significativo sobre as PMEs. O custo médio do tempo de inatividade para um SMB é de 12.500 dólares por dia. As interrupções já causaram perda de clientes para 54% dos entrevistados, um aumento de 12% comparado ao resultado do estudo no ano passado. Este tempo de inatividade também pode tirar a empresa do negócio.

Os clientes de pequenas e médias empresas também reportaram efeitos consideráveis em seus próprios negócios. A inatividade de PMEs pode acarretar perdas de 10.000 dólares por dia, em média, aos seus clientes. Além de custos financeiros diretos, 29%dos clientes pesquisados perderam “alguns” ou “muito” dados importantes, como resultado de catástrofes que afetaram seus fornecedores PMEs.

fonte: Pequenas e médias empresas não estão preparadas para desastres