Mudança de comando não afeta independência da VMware

Postura de Pat Gelsinger e de outros executivos da companhia mostra preocupação em passar segurança para clientes e parceiros

Pat Gelsinger está bem à vontade na postura de CEO da VMware, cargo que assume, efetivamente, a partir do dia 1º de setembro. E isso é reflexo de um discurso bem trabalhado internamente sobre diversas questões, entre elas, a independência da empresa, em relação à EMC, e, também, a possibilidade de uma reviravolta na estratégia do atual líder Paul Maritz.

“Estou comprometido com a estratégia que o Paul desenvolveu nos últimos anos”, destacou Gelsinger durante sua fala na abertura do VMworld 2012, principal evento da empresa que reúne mais de 20 mil pessoas em San Francisco. Mais que isso, o novo CEO quer mostrar aos clientes e, sobretudo, aos seus parceiros, essenciais para o crescimento da empresa, como ele mesmo coloca, que nada mudará em relação ao dinamismo da fornecedora e à sua independência.

Em conversa com mais de 50 jornalistas de diversos países, Gelsinger foi muito claro quando questionado se o fato de deixar de ser COO da EMC para assumir a liderança da VMware poderia ser um passo para unificar as operações. “Não há razão no horizonte para juntar a operação e há motivos para isso. A VMware é uma empresa diferente, com cultura distinta e até na relação com parceiro o trabalho é diferente”, pontuou. “A relação corporativa entre VMware e EMC continuará, mas meu papel, agora, é liderar a VMware. Há muito que continuar, é uma empresa independente e daremos muito foco aos parceiros e ao ecossistema como um todo.”

O discurso de unidade está permeado em todo o C-level. A companhia que conta com mais de 400 mil clientes em todo o mundo, quando se avalia o uso de todo o portfólio, quer continuar na liderança de um mercado que precisa de reinvenção constante e que, assim como outros, em diversos momentos, é questionado sobre uma possível saturação ou estagnação.

E essa mudança de visão e investimento em novas abordagens e melhorias, na visão dos executivos, é uma marca que a VMware adquiriu e que permanecerá com Gelsinger no comando. Se há alguns anos a abordagem era centrada em servidores e um pouco menos em aplicativos, hoje ela está muito voltada ao data center como um todo, especialmente, por conta das estruturas em nuvem que, há dois anos, começaram a deslanchar. Como o próprio CMO da fabricante, Rick Jackson, frisa, “a estratégia está muito clara desde 2009, quando falamos em nos mover entre nuvens públicas e privadas. E tudo o que desenvolvemos é pensando nisso”.

 

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