IE 8: versão melhorou desempenho

Entre as vantagens está a ferramenta Webslices, que permite ao usuário assinar apenas parte da página

Ame-o ou deixe-o. Nenhuma discussão sobre navegadores teria sentido sem mencionar o Internet Explorer (IE). Sua versão mais recente o leva para mais perto da compatibilidade com outros navegadores. Melhorou seu desempenho e adicionou algumas funções bem úteis. Esse comportamento da web de só aceitar a Microsoft está, finalmente, indo por água abaixo e o IE está em queda no mercado – e a essa altura, deve ser pra valer.

O primeiro ponto e o mais importante: o IE agora tenta padronizar a renderização de páginas Web de maneira muito parecida com os outros navegadores. Um site exibido perfeitamente no Firefox, mas quebrado no IE, agora deve ser exibido corretamente nos dois. Para os sites que ainda precisam dos métodos de renderização do antigo IE, basta um clique na barra de ferramentas para ver o site no modo Compatibilidade, que usa o método de renderização da versão anterior o IE. A maioria das páginas que eu visitei usando o modo padrão do IE 8 funcionou perfeitamente.

As outras novas características do IE 8 são misturas. Muitas delas realmente boas: eu gostei da função de navegação InPrivate, parecida com a Private Browsing, do Firefox e com a Incognito, do Chrome. Eu também gostei das novas ferramentas para inspeção e depuração (debug) para desenvolvedores. O depurador de JavaScript, por exemplo, permite a inspeção detalhada, linha por linha, de scripts em funcionamento, pontos de detenção e avaliação imediata.

A má notícia é que, às vezes, você precisa de todo esse poder de depuração para entender as peculiaridades dos códigos JavaScript do próprio IE. E, às vezes, não ajuda muito: uma página que eu estava depurando falhou com um “erro desconhecido” (palavras deles, não minha!) até que eu descobri que o erro era devido a um problema de innerHTLM que não se manifestava em nenhum outro navegador.

Uma outra função dentro do mix de vantagens é o “Webslices”, que permite que o usuário assine apenas parte da página. Os autores de web podem implementar isso sem muito trabalho: defina uma DIV na página, escolha a opção hslice e pronto. Infelizmente, a execução dessa ideia vai um pouco além de um simples feed RSS e, embora seja fácil de implementar, ele causa mais um comportamento proprietário do IE – uma coisa que a Microsoft deveria evitar com todas as suas forças, ultimamente.

Resumindo, é bom ter o IE instalado nem que seja como um substituto direto de alguma versão mais antiga do IE. Mas hoje é mais fácil do que nunca conseguir um navegador melhor, especialmente se você não é casado com o IE como tecnologia. Eu suspeito que uma boa parcela de culpa na queda do IE se dê pelo fato de que seu mecanismo de add-ons – o ActiveX – ainda não foi substituído por outro mais seguro.

fonte: IE 8: versão melhorou desempenho

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