Especial smartphones: gerenciamento será desafio para TI

Departamentos de tecnologia precisarão investir em sistemas que suportem diversas plataformas
 

Ainda que você esteja longe de poder oferecer uma padronização de dispositivos, essa situação não deve durar muito porque coloca a área de TI contra a parede. A pressão pelo lados dos telefones exige um upgrade em componente de infraestrutura e, geralmente, uma mudança de postura filosófica de segurança também. Mesmo com esses obstáculos, nos próximos 24 meses, esperamos que muitas empresas, pelo menos, preparem a base para gerenciar múltiplos tipos de dispositivos, se não mudar de uma vez para novos sistemas que possam gerenciar diversos tipos de telefones de forma geral.Por mais funcionais que sejam os softwares de gerenciamento da Microsoft ou Research in Motion (RIM), suas habilidades para suportar Android, iPhone ou outros dispositivos são muito limitadas. Sistemas terceirizados são sua melhor opção para plataformas múltiplas – embora algumas delas ainda precisem do BlackBerry Enterprise Server (BES). O Mobile Control, da Good Technology, e o Enterprise Mobility Platform, da Trust Digital, por exemplo, suportam Android, iPhone, Palm WebOS, Symbian e Windows Mobile, mas não BlackBerry. MobileIron, Sybase, Zenprise e outras, também competem. Apenas não conte com um sistema de software perfeito para basear sua estratégia de gerenciamento. “Parece que muitos fornecedores que oferecem sistemas de gerenciamento, possuem apenas partes do essencial”, informou um dos entrevistados, resumindo o problema. “Não existe um favorito que ofereça toda a flexibilidade e funções que uma grande empresa busca, como suporte para múltiplos dispositivos – iPhone, Android e Symbol, por exemplo – com funções robustas. Acabamos usando fornecedores diferentes para tarefas diferentes.” O ideal é ter em mente algumas regras gerais quando desenvolver uma breve lista para software de gestão de dispositivos móveis. Em primeiro lugar, se você quiser impor algum tipo certo de definição por toda a classe de devices – nesse caso, smartphones – garanta uma política que possa ser válida para todos os dispositivos que farão parte do sistema. Antes que os telefones tenham acesso a dados corporativo, os aparelhos devem ser listados. Sua política deve exigir ajustes-chave e modos operacionais, incluindo:

  •  Apagamento remoto/ restauração remota;
  •  Controle de hardware: ligar/desligar câmera, ligar/desligar Bluetooth, associação WiFi a certos SSIDd e acesso ao armazenamento interno e externo;
  •  Métodos de autenticação obrigatórios para acesso à interface de usuário;
  •  Criptografia em descanso: disco todo ou arquivo-por-arquivo;
  •  Firewalls: proteção contra conexões IP indesejadas via WiFi ou 3G/4G;
  •  Anti-malware: proteção contra códigos de software malicioso para componentes de sistema operacional ou arquivos que conseguem acesso ao dispositivo, como via e-mail.

Interoperabilidade e segurançaEntre as funções de gestão de dispositivos móveis, o apagamento remoto é a mais citada, por 72% dos entrevistados. Talvez isso se dê por sua atraente finalidade: se um dispositivo é perdido, você tem um jeito de dar fim em tudo. Configurações de compliance e políticas direcionam quando e como as funções de um dispositivo devem ser habilitadas. Pense em autenticação.Mais de 60% citou suporte para múltiplos dispositivos como ponto importante nesses sistemas. Entendemos o interesse que as empresas têm em oferecer opções para os funcionários e não obrigá-los a um padrão corporativo. Mas tenha certeza que o potencial custo operacional para suportar um ambiente heterogêneo de smartphones, mesmo que seja além de um software de gestão, está bem claro e entendido. Plataformas diferentes significam que novas habilidades podem ser necessárias em help desk, e você pode precisar se comprometer com capacidades de proteção – um obstáculo para as indústrias altamente regulamentadas. E isso sem falar em possíveis questões de interoperabilidade de aplicativos. Poder escolher é bom, mas tem seu preço. O produto de classe corporativa mais familiar é o BlackBerry Enterprise Server. A versão da Microsoft para Windows Mobile é o conhecido Microsoft System Center Mobile Device Manager. Esses dois representam os principais do mercado, com a Microsoft crescendo, enquanto o BES se mantém na liderança. Ambos são sistemas de gestão de dispositivos móveis homogêneos. Para a área de TI, os benefícios dessa enorme (e crescente) demanda por dispositivos melhores, mais inteligentes e mais legais é que não existe mais o monopólio na arena do software de gestão corporativo. Em resposta à demanda, os fornecedores de software, incluindo a Microsoft, estão suprindo novos ambientes de telefone e hardware. Nenhum fornecedor deve oferecer suporte para todos e qualquer telefone por enquanto, mas o conceito não está mais tão distante da realidade como estava há um ano. Esperar para comprar pode ser uma boa ideia. Não chega a metade o número dos entrevistados que estão implementando ou que planejam implementar software de gestão de devices. Entre os que não planejam implementar, a falta de pessoal para rodar o sistema ou o baixo volume de dispositivos para valer o investimento foram os motivos mais citados. A pesquisa inclui dados de uma grande quantidade de empresas: 8% com menos de 100 funcionários, e podemos entender como as economias de escala não influenciam aqui. No entanto, 36% dos entrevistados têm entre 1.000 e 9.999 funcionários e 29% têm 10.000 ou mais. Para esses, gerir os dispositivos móveis é uma ação inteligente, já que são uma boa promessa se bem implementado. As empresas menores devem considerar, também, que os fornecedores de software estão seguindo em direção aos pacotes de segurança holística que podem proteger muitos tipos de dispositivos, desde desktop até USB. Portanto, pode ser possível aumentar o atual anti-malware centralizado, por exemplo, e estendê-lo para gerenciar, também, smartphones por uma pequena taxa de licença.  

Fonte: Especial smartphones: gerenciamento será desafio para TI