Decreto reduz imposto e deixa TI brasileira mais competitiva

Para Antonio Carlos Gil, presidente da Brasscom, medida reduz custo da mão-de-obra e sinaliza que governo apoia o setor

O setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) deve movimentar este ano cerca de US$ 120 bilhões no mercado brasileiro. E, agora, na visão do presidente da Brasscom, Antonio Carlos Gil, a tendência é melhorar. Isso porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamenta a Lei 11.774, de setembro de 2008, que reduz o INSS de 20% para 10% para empresas de TI que tenham foco em exportação.

Essa medida impactará positivamente no custo da mão-de-obra, um fator que sempre pesa na competitividade das companhias brasileiras. Pelas estimativas da Brasscom, a redução pode chegar até a 15%. De forma geral, essa Lei pode representar um benefício de US$ 70 milhões para as empresas. “Demorou, mas chegou. Recebemos a assinatura do decreto com muito entusiasmo, a medida foi idealizada para tornar a exportação de TI mais competitiva globalmente e a valorização do real vinha trabalhando contra isso”, avalia.

Para Gil, o movimento do governo federal pode ser visto positivamente por duas vertentes: a primeira, e principal, pela redução do custo, já que desoneração de imposto é sempre bem vista pelas empresas, e, em segundo lugar, por sinalizar uma firmação política, ou seja, que o governo está por trás dando apoio ao setor.

“Nosso principal concorrente é a Índia e não se questiona a liderança desse país. Há um pelotão disputando o segundo lugar, entre eles o Brasil. Mas Rússia, México, Argentina, China, entre outros, estão criando programas agressivos de incentivo”, ressalta. E esses programas pesam muito quando uma empresa decide por abrir uma subsidiária em outras nações.

Próximos passos

A assinatura do decreto pelo presidente Lula abre, agora, precedentes para que novos incentivos sejam feitos para o setor. A própria Brasscom está envolvida em outros projetos e um dos principais deles é uma legislação envolvendo o setor de terceirização que, na opinião de Gil, ainda é muito incerto para as companhias.

Outras iniciativas que caminham estão ligadas à área de educação. Não é de hoje que se discute a necessidade de investir na formação técnica e também no ensino de idiomas, sobretudo o inglês. “Buscamos o aumento de vagas para ensino de TI e inglês em vários setores. Queremos inglês no primeiro ano do colégio e nas escolas técnicas.”

Além disso, há a promoção das companhias brasileiras no exterior, em um trabalho que a Brasscom faz em conjunto com a Apex. Gil adiantou que, no final deste ano, pretende realizar em Nova York o “Dia Brasil nos EUA”, onde será apresentado o ambiente nacional para cerca de 100 CIOs.

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