Corretores de nuvem – um novo filão

Tal como um corretor de imóveis, pronto para oferecer a casa ou apartamento dos sonhos de um possível cliente, não deve demorar a surgir o “corretor de nuvem”. Não será necessariamente um profissional. O mais óbvio é que seja uma solução tecnológica, o que deve criar uma nova categoria de empresas de TI. E isso tudo porque o termo “cloud computing”, ou computação de nuvem, ganha cada vez mais espaço.

Segundo o Gartner, à medida que a computação em nuvem evolui, com um número de combinações de serviços crescente e sempre mais complexo, aumenta também a desconfiança dos usuários. Por isso a consultoria prevê que, ao mesmo tempo em que esses serviços forem adotados, a capacidade de controlar seu uso, desempenho, valor e entrega será fornecida por meio de corretagens de serviços.

“Infelizmente, utilizar os serviços criados por outros e garantir que funcionem – não apenas separadamente, mas em conjunto – são tarefas complicadas, repletas de problemas com relação à integração de dados e à necessidade de gestão dos relacionamentos. Daí a necessidade de corretores para agregar valor aos serviços e fornecer novos serviços”, avalia Daryl Plummer, vice-presidente executivo do Gartner.

Por isso, os corretores devem ter um papel importante na negociação entre provedores de serviços e seus clientes, como observa Frank Kenney, diretor de pesquisas do Gartner.

“Neste contexto, um corretor poderia ser: software, dispositivos, plataformas ou suítes de tecnologias que aprimorem os serviços básicos disponíveis na nuvem. As melhorias incluem o gerenciamento do acesso a esses serviços para oferecer maior segurança e até mesmo criar serviços completamente novos”, explica Kenney.

Entre o céu e a terra
A corretagem de serviços de nuvens (CSBs), na análise da consultoria, representam uma das oportunidades mais necessárias e atingíveis para as empresas que prestam serviços em cloud computing. Portanto, aconselha a esses provedores que façam parcerias para garantir os serviços que prometeram.

“O que estiver entre você e a nuvem vai se tornar um fator crítico para o sucesso da computação em nuvem, pois os serviços de cloud computing se multiplicam e se expandem mais rápido do que a capacidade dos consumidores destes serviços gerenciarem ou controlarem seu uso”, analisa Plummer.

Intermediar, agregar, arbitrar
O Gartner divide os negócios de CSB em três categorias principais, nas palavras da própria consultoria:

1 – Intermediação dos Serviços de Nuvem

Um corretor de intermediação atua para melhorar diretamente o serviço entregue a um ou mais consumidores, basicamente agregando valor no serviço prestado para aprimorar alguma capacidade específica.

A s CSBs vão oferecer intermediação para vários serviços de qualquer espécie, tais como gestão de identidades ou gestão de acessos. Os consumidores individuais vão adquirir esses serviços de intermediação através de provedores dedicados. Os corretores também podem supervisionar o sistema de preços e a cobrança.

As corretagens de intermediação e os produtos de corretores que lhes dão suporte estarão em três lugares. Primeiro, podem ficar residentes na nuvem no local do provedor de serviços, permitindo que o provedor ofereça um nível de governança além do serviço original.

Segundo, o corretor pode ficar no local do consumidor e permitir o gerenciamento ou a administração local dos níveis de serviço.

Finalmente, o corretor de serviços pode ficar na nuvem como um serviço e, nessas situações, haverá um negócio real de serviço de corretagem independente do provedor de serviço original e do consumidor.

2 – Agregação
O Gartner diz que é improvável que organizações de consumidores ou de pessoas possam fornecer a integração de dados, integridade dos processos ou a intermediação necessárias para congregar múltiplos serviços.

Um serviço de corretagem de agregação combina múltiplos serviços em um ou mais serviços. Isso vai garantir que os dados sejam modelados por todos os serviços componentes e também integrados, para garantir a movimentação e a segurança dos dados entre o consumidor do serviço e os múltiplos provedores.

Esses corretores de agregação vão ficar primariamente na nuvem como provedores de serviços por acordo estabelecido. Em corretagens no estilo de agregação, os serviços intermediados geralmente são fixos e não mudam com frequência.

3 – Arbitragem
A arbitragem dos serviços de computação em nuvem é similar à agregação, descrita acima. A diferença entre elas é que aqui os serviços não são fixos. De fato, o objetivo da arbitragem é dar flexibilidade e escolhas oportunas para o agregador dos serviços, como, por exemplo, fornecer múltiplos serviços de e-mail através de um provedor de serviços.

fonte: Corretores de nuvem – um novo filão

0 thoughts on “Corretores de nuvem – um novo filão

  • By eleazar -

    muito bom artigo, gostaria de receber mais informações.

    obrigado

    • By Info Blog -

      Ola, tudo bem…

      Obrigado pelo comentário, acompanhe mais noticias atraves de no RSS http://feeds.feedburner.com/tripletech
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      Abraço,