Colaboradores proativos são a essência das corporações

Permitir que colaboradores assumam responsabilidades e sejam proativos é a dica para ambientes de trabalho mais produtivos.

Reuniões inúteis e processos desnecessários são sinônimo de mal aproveitamento do tempo nas organizações. Ter colaboradores confiáveis não basta mais. Chegou a hora de eles assumirem a parte que lhes cabe nos processos decisórios.

Teorias intermináveis sobre administração de empresas são carne de vaca para o executivo sexagenário Russel Bishop. O que interessa a ele são exemplos práticos da aplicação das propostas inovadoras e promissoras expostas em uma miríade de livros sobre o tema produtividade.

Bishop está convencido de que toda e qualquer corporação luta contra circunstâncias indesejadas – umas mais que as outras. Algumas dessas circunstâncias podem ser as reuniões que não levam a lugar algum, resistências à determinadas alterações na dinâmica da corporação e processos dispensáveis. Os resultados disso são frustração e sobrecarga de trabalho – verdadeiros tumores.

Experimente

Entre alguns dos fatores mais recorrentes dentro das empresas, Bishop cita colaboradores prontos para apontar o dedo em direção a outros funcionários ou gerentes assim que algo dá errado. Tal atitude substitui o saudável e generoso entendimento das próprias responsabilidades dentro da organização. Um experimento prático e bastante simples pode ajudar aos gestores na identificação do estado de saúde dos colaboradores (da empresa): basta ir até um local dentro da corporação e perguntar de que forma cada colaborador acredita que possa ajudar no desenvolvimento dos negócios e da rotina sem necessitar de chancela por parte de superiores ou de apoio dos outros.

Em seguida é aconselhado que se dedique algum tempo elucubrando formas de gerar apoio mútuo dentro da organização, de modo a propiciar aos colaboradores mais empenhados um livre trânsito e reconhecimento por suas ações.

Na maioria das vezes, as soluções podem ser implementadas em empresas sem grande alarde. Haverá quem não perceba qualquer mudança, mas certamente se dará conta da maior harmonia dentro da organização.

“Às vezes”, nota Bishop,”o colaborador é tímido e não acredita que possa dar conta de determinada situação por temer um resultado negativo”.

O que fazer?

Nesse caso, a primeira providência é erradicar a procrastinação. Manter uma fila de tarefas na cabeça ocupa espaço precioso. Nessa hora vale lotear as incumbências de acordo com sua urgência e dá prioridade à resolução das questões mais importantes. Nesse ínterim, fazeres erderam a importância e podem ser promovidos para lixeira.

Colaboradores com intermináveis filas de email para responder e relatórios por entregar devem abandonar a perspectiva desesperadora que turva seus semblantes. Vale reconhecer que o papel do colaborador não é o de resolver tudo que se apresente à sua frente em, sim, manter as engrenagens da corporação em funcionamento.

fonte: Colaboradores proativos são a essência das corporações