Chrome 2.0: interior é o que o torna ágil

Maior descuido do Chrome é o uso dos componentes add-on que seguem a mesma linha que o Firefox e o IE

Ninguém esperava que o Google lançasse um navegador, mas aí está ele. O Chrome já passou pela sua segunda grande revisão e seu desenvolvimento continua a passos largos. Seu futuro como plataforma em si é intrigante, mas, no momento, é um bom navegador, graças a sua velocidade, seu design enxuto, a grande quantidade de ferramentas desenvolvidas para ele e uma arquitetura interna inteligente. As revisões futuras não devem deixar nada a desejar.

O que torna o Chrome tão ágil é o que está em seu interior. Abas e janelas múltiplas que rodam em processos distintos; se umas delas falha ou trava (por exemplo, em caso de pane em um plug-in), não causará problemas nas outras. Resultado final: em um hardware moderno e com dual – ou multi – core, as múltiplas abas e janelas abertas do Chrome são ainda mais rápidas.

O Internet Explorer (IE) teve algo parecido por um tempo, apesar de ter sido implementado de forma diferente; o Firefox está querendo seguir pelo mesmo caminho, mas ainda está planejando.

No entanto, o gerenciador de favoritos do Chrome poderia ser melhorado. Ele não oferece, por exemplo, a opção de tags nos favoritos, como Firefox oferece, o que é uma maneira prática de organizar as marcações sob diferentes categorias ao mesmo tempo.

O Chrome é bom para navegar e também está sendo incrementado para se tornar a plataforma que o Google pretende lançar para entregar mais de seus aplicativos Web para sistemas operacionais neutros – como Gmail, Docs e outros. Para isso, algumas de suas melhores funções são direcionadas aos desenvolvedores: sua ferramenta JavaScript e, especialmente, o inspetor de objetos usado nas páginas da Web, que é espetacular e compete com alguns aplicativos “stand-alone” para desenvolvimento de páginas – quando você pode alterar as propriedades de um elemento em uma página e interagir com o resultado.

A versão beta do Firefox é a próxima iteração do Chrome e já está disponível, parece estável, mas é muito mais difícil de implementar do que a versão já lançada. Ainda assim, para os mais curiosos, a versão mostra o quão rápido o programa está se formando. A nova versão beta do Chrome 3 marca uma melhora de 30% em desempenho se comparado com a versão 2, embora esses números sempre aumentem quando entram em contato com o comportamento no mundo real.

O maior descuido do Chrome, até o momento, é o uso dos componentes add-on que seguem a mesma linha que o Firefox e o IE oferecem. As chances são de que não teremos de esperar muito mais, especialmente se as principais tecnologias do Chrome estiverem no centro do novo SO do Google. Se você já é fã do Google ou tem pouco investido na tecnologia do seu navegador atual – por exemplo, se você não usa os plug-ins do Firefox – vale muito a pena conhecer o Chrome.

fonte: Chrome 2.0: interior é o que o torna ágil

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