Brasil sabe que sofrerá com ataques de armas cibernéticas

Economia em expansão atrai interesse de delatores, mas governo já inicia desenvolvimento de estratégia para lidar com essas situações

O Brasil sabe que sofrerá um ataque cibernético, como Duqu, Stuxnet e Flame. O fato de ser uma economia em ascensão, atraindo cada vez mais grupos internacionais e ampliando a relação com outras nações, torna o País um alvo tentador para cibercriminosos. Porém, os brasileiros não irão apenas se defender. Ao que tudo indica a nação já prepara armas cibernéticas a partir de um centro de pesquisas criado em parceria com os militares.

Quem traz o assunto para o debate é Dmitry Besthuzev, diretor do time de pesquisadores globais e analistas para América Latina da Kaspersky Lab, que, na terça-feira (21/08), falou durante a Cúpula Latino-Americana de Analistas de Segurança 2012, em Quito (Equador). “Não sabemos com que finalidade e quando essas armas serão usadas, também não sabemos contra quem ou a favor de quem. O certo é que o Brasil é um dos pioneiros da América Latina em reconhecer oficialmente que tem esse plano”, explicou.

Besthuzev pontuou que esses ataques têm êxito porque são baratos de criar, instantâneos, destrutivos e os desenvolvedores permanecem anônimos. Além disso, também podem ser usados como meios de espionagem e sabotagem.

Todos sabem que sempre haverá interesse em algum tipo de invasão, independentemente do tamanho do país. Por trás dessas disputas estão questões políticas, avanços científicos, entre outros. De acordo com o especialista, ao olhar para esse cenário complexo, no quesito proteção, Rússia e China são os mais bem preparados para lidar com esse tipo de ameaça, enquanto os Estados Unidos é o país mais organizado para promover invasões com armas cibernéticas.

“As armas são direcionadas apenas para governos. Os mais vulneráveis são aqueles que têm forte presença dos setores privados. Isso porque não podem obrigar as companhias a usarem seus sistemas de proteção. O setor privado tem o direito de escolher o que, como e quando usar. Enquanto os países que tem uma força maior no setor público estão mais bem preparados, porque o governo pode dizer ‘está aqui essa solução, instale hoje’ e todos estarão protegidos. Ou seja, quanto mais capital privado injetado num país, menos seguro ele está contra armas cibernéticas”, finalizou.

 

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