Como será o banco do futuro?

Em evento realizado pela TV Decision, realizado nesta sexta-feira, 04/09, no Rio de Janeiro, CIOs e executivos discutem como será o Banco do Futuro. Com a participação de aproximadamente 600 painelistas online, o debate contou com César Augusto Faustino, gerente de prevenção a fraudes do banco Itaú-Unibanco. Para ele, seria bom repensar como a tecnologia ajudará o banco do futuro a atender o cliente de forma sistêmica do lado do autoatendimento causando a sensação de que ele único e especial.

Outras questões foram discutidas no debate: Será que o Futuro já é agora ou daqui a quantos anos, cinco, dez? A influência das mídias sociais sobre o posicionamento da marca dos bancos e o dinamismo do acesso às informações pelas novas gerações, que utilizam as redes sociais facilmente como meio para o relacionamento.

“É preciso não perder o foco da otimização de escala, rentabilidade e custo de TI sem descaracterizar a essência do negócio, o olho no olho, confiança e principalmente a diferenciação. Quando o mercado financeiro busca soluções nem sempre elas são idênticas porque as necessidades de dois clientes com características parecidas não tem as mesmas necessidades”, concorda Saul Fernandez, Superintendente de Negócios do Banco Fibra, com Faustino.

Para Tonatiuh Barradas,Vice-Presidente de Serviços Financeiros – SAP
América Latina, o modelo de negócio do Banco do Futuro dependerá da estratégia da instituição financeira de modo que o cliente escolha qual o canal que ele quer usar. “Por isso, não acredito que prevalecerá um modelo totalmente virtual, como acontece na Europa, mas um equilíbrio, uma proposta aberta e ampla para a nova geração de clientes – a geração Y – com elementos avançados de tecnologia”, reflete Barradas.

Um participante da platéia online, do banco Bradesco, enxerga a adoção de uma solução híbrida (online e também one-to-one) como um retrocesso. “Por um lado avança o modelo de autoatendimento e atendimento virtual e por outro as pessoas querem o atendimento one to one”.

Fernandez acredita que é justamente esse o futuro: a segmentação e o espaço para todas as estratégias mercadológicas. “Isso não é retrocesso. Imagino que o consumidor provavelmente de uma concessionária queira receber o seu carro conforme com o que quer. Tudo é uma questão de segmentação. Ações determinadas de marketing não são de escala. Pode haver ações segmentadas, porém apoiados no processo tecnológico. A abordagem comercial é diferenciada. Isso é uma escolha quando define a estratégia da organização”.

Eficiência operacional
Apesar de a Tecnologia contribuir para a inovação no futuro dos bancos, Denílson Mascarenhas, diretor de TI e Serviços do Sicredi, possui uma visão mais analítica do negócio e questiona: “hoje somos o futuro de dez anos atrás? Que futuro é esse?”. Ele lembra que na década de 90 já existia o Banco 1.

“Portanto, acredito que a Tecnologia contribuirá para armazenar mais informações, aumentar a capacidade de processamento dos dados, melhore a comunicação com o aumento da banda. E o que a área de negócios dos bancos fará com esse avanço? Será possível, por exemplo, criar modelos de agências mais baratas e operacionais, uma vez que os equipamentos serão cada vez menores para que num espaço mínimo poderá ser feito qualquer transação bancária”, conclui Mascarenhas.

O executivo do Sicredi avalia que o melhor caminho é usar o conceito de SOA na TI, uma vez que é preciso desenhar os sistemas capazes de suportar as necessidades em camadas de todos os envolvidos. Para isso, a TI e as áreas de negócios também precisam compactuar dessa visão de forma única. “Não a equipe de desenvolvimento de um lado e a equipe comercial de outro”.

Rubens Bordini, vice-presidente do Banrisul, acredita que no futuro todos terão acesso à tecnologia. A questão, segundo ele, é o que realmente faz sentido adotar para o negócio. “Hoje, para o banco não faz sentido implementarmos uma tecnologia de biometria, bem como TV Digital. Essa última ainda é concorrente do celular”. Por isso, o executivo avalia que no futuro, teremos um leque de tecnologias e elas não serão o diferencial, mas suportarão as decisões e estratégias de negócios.

Entretanto, Fernandez, do Banco Fibra, alerta: “quando analisamos transações e prestação de serviços, obviamente essa é uma tendência irreversível que caminha para um mundo digitalizado sem a presença física dos envolvidos. A preocupação sempre terá a questão de segurança e o risco da informação”.

fonte: Como será o banco do futuro?

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Postado em Tecnologia por InfoBlog em quinta-feira 10 setembro 2009 às 14:35

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