Avalanche de inquéritos exige Justiça ágil contra o cibercrime

O Departamento de Polícia Federal, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, se estrutura para enfrentar uma avalanche de inquéritos abertos sobre crimes cibernéticos, adverte o delegado Clayton da Silva Bezerra. O especialista vai além: sustenta que o país precisa, urgentemente, capacitar juízes e advogados para as novas tecnologias, como forma de agilizar o processo de avaliação jurídica das solicitações que são feitas para investigação policial dos criminosos.

Clayton Bezerra participou do 7º Seginfo – Workshop de segurança da Informação, realizado entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro, no Rio de Janeiro. Para o delegado, há uma tendência de vir acontecer um grande acúmulo de processos contra cibercriminosos, caso alguns procedimentos não venham a ser implementados para assegurar a investigação policial online.

Somente a PF, segundo ele, já tem um volume de 90 mil processos em investigação, sendo a maior parte deles voltados para fraudes bancárias (Internet Banking e cartões de crédito). Clayton Bezerra adiantou, porém, que esse volume é pequeno, diante daquilo que ainda deverá ser encaminhado em breve pelos bancos e operadoras de cartões à instituição. De acordo com o delegado, apenas uma operadora revelou que, em um ano, impediu 203 milhões de tentativas de fraude com cartões (clonagem).

O delegado da Polícia Federal ainda lembrou que a Caixa Econômica Federal registra anualmente 160 mil tentativas de fraude e que somente a sua Superintendência, no Rio de Janeiro, teria 36 mil inquéritos abertos aguardando conclusão. A CDTV do Portal Convergência Digital gravou os principais trechos da apresentação do delegado. Assistam.

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