As questões que matam a inovação nas empresas

Especialista afirma que a burocracia necessária para tirar um plano de tecnologia do papel desestimula os colaboradores a sugerir iniciativas inovadoras e que poderiam solucionar grandes problemas corporativos

O excesso de padrões para o desenvolvimento de soluções, a intolerância ao erro e o excesso de ferramentas voltadas à segurança da informação são os principais fatores que atrapalham as iniciativas de inovação na área de tecnologia. A opinião é do diretor da unidade brasileira de pesquisa, desenvolvimento e inovação da consultoria Altran, Adriano Lima, o qual aposta que só daqui a uns dois anos os profissionais brasileiros devem começar a dar a atenção devida à postura inovadora nas corporações.

Segundo Lima, o excesso de processos necessários para que um plano de TI saia do papel desestimula qualquer colaborador a sugerir mudanças na estrutura atual da companhia ou a criar sistemas que resolveriam grandes problemas corporativos. “Além disso, se o funcionário não tem sucesso no desenvolvimento de um projeto, é penalizado”, diz ele, que complementa: “E não há postura mais desestimulante do que essa”.

O especialista afirma também que os CIOs precisam encontrar um ponto de equilíbrio entre seus mecanismos de segurança e a utilização de ferramentas necessárias para a o desenvolvimento de ações inovadoras. “O gestor que encontrar o meio-termo entre bloquear acessos e manter-se seguro terá muito sucesso”, afirma o consultor.

Para ele, a chave para tal dilema pode estar na liberação gradativa dos usuários para que desenvolvam a criatividade. “É preciso que a TI arrisque mais, deixe funcionários de outras áreas opinarem e criarem soluções de teste”, alerta o especialista. Ele aconselha ainda que uma parte do orçamento de tecnologia seja destinado a projetos inovadores em caráter de teste, ou seja, que podem dar certo, ou não.

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