3 passos para você se tornar um gestor de TI mais verde

Visão nos processos de compra, operação e descarte são etapas fundamentais na gestão do departamento, explica coordenadora de MBA da USP

Um gestor de TI precisa pensar em três pontos quando formular sua estratégia de administração com foco em processos mais verdes: compra, processo de operação e processo de descarte. As dicas são de Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade em Tecnologias da Informação e Comunicação (Lassu), da Universidade de São Paulo (USP), e idealizadora do MBA Sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação, cuja segunda turma foi lançada no meio deste ano.

O curso tem 15 meses duração, com outros três meses de trabalho final, e custa 24 parcelas de R$ 1050. O foco são administradores e CIOs que queiram se aprofundar em conceitos de sustentabilidade no departamento de tecnologia. Entenda os passos:

Compra: “Quando falamos em compra, pensamos em computadores que não tenham substância tóxicas, por exemplo. A principal delas é o chumbo”, explicou a professora, indicando ainda que é preciso buscar máquinas que tenham eficiência de consumo de energia.

Sistemas mais focados em sustentabilidade também devem ser levados em consideração. “Para o futuro estão sendo desenvolvidos PCs com Ecodesign, que tenham uma desmontagem mais fácil. Hoje se perde meia hora desmontando um. A ideia é reduzir isso para dez a cinco minutos”, contou, explicando que isso é possível com a tecnologia de construção totalmente baseada em encaixe, dispensando o uso de parafusos.

Operação: neste ponto são envolvidas as necessidades de infraestrutura da empresa, como a utilização de um servidor interno, ou cloud computing, e virtualização. “O objetivo é miniminar o número de equipamentos ativos”, detalhou. Segundo a especialista, estuda-se ainda a padronização de um protocolo de roteamento verde, no qual se evita a manutenção de muitos equipamentos ativos. “Se o índice de ociosidade de duas máquinas, por exemplo, for de 60%, por que não desligar uma e reduzir essa porporção para 30%?.”

Descarte: o gestor de TI já é responsável pelo descarte de material por conta da Política Nacional de Resíduos Sólidos. São três fases, conforme a legislação: a primeira delas é a responsabilidade compartilhada no caso de descarte irregular, penalizando quem fabricou, quem vendeu e quem comprou. No segundo ponto, está a obrigatoriedade dos fabricantes de promover a logística reversa, ou seja, a retirada do material por eles produzidos após o fim de sua vida útil. Este último caso traz a necessidade de implantar um sistema formado por catadores de lixo, o que gera um impacto na esfera social.

Segundo a especialista, o CIO deve ajudar a empresa não só a compreender o impacto sustentável da TI, mas atender a três pilares: econômico, social e ambiental. “É fácil ver o ambiental, mas o social fica de lado. Peguemos o exemplo de um funcionário que fica trabalhando 15 horas e não ganha hora extra. A questão é: até que ponto a tecnologia pode ajudar um funcionário?”, indagou Tereza.

 

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